HISTÓRICO DA BANDA DE MÚSICA UNIÃO DOS ARTISTAS DE SETE LAGOAS

 

Fundada em 1908, a “Banda de Música União dos Artistas de Sete Lagoas” comemora uma nova fase, onde juventude e experiência unem forças para manter a vitalidade e o equilíbrio de uma das mais tradicionais bandas de música do Estado. Graças à dedicação de seus incansáveis componentes, e ao apoio da iniciativa privada e do poder público, pode-se afirmar que a Banda segue vigorosa rumo ao seu centenário.

 

Mas, para chegar até aqui, foi preciso muito amor à arte e muita dedicação de seus componentes. Conforme relataremos a seguir, a nossa história, durante esses 98 anos de existência, foi sempre marcada por muito sacrifício.

 

A “Banda de Música União dos Artistas de Sete Lagoas", foi fundada em 15 de agosto de 1908. A idéia partiu de um grupo de simpatizantes da arte musical que, com muito amor e dedicação, superou todas as dificuldades do momento. A idéia surgida pelo entusiasmo de Virgulino Torres, como não poderia deixar de ser, logo encontrou apoio de homens como: Ascendino Cândido, José Duarte de Paiva, Lafaiete Rodrigues Alves, Antônio de Souza Teles, Emílio Durão, José de Oliveira, João Francisco Xavier, José Xavier de Paula, Antonio de Souza e Francisco dos Santos.

 

Estes heróis, definida a formação da Banda, deram início ao estado preliminar da música, através daquele que foi o seu idealizador, Virgulino Torres. Iniciadas as aulas, foram se incorporando à Banda novos elementos tais como: José Augusto Morais, Júlio Maia, Júlio Estraehel, Belarmínio Eufrazino, Sebastião Pemambuco, Aladim Simões, José Pereira de Souza, "José 33", Sebastião Lírio do Couto, Saturno e Neves Verdolin, Alexandre Lanza, Benjamin das Dores, Antonio Bento, João Marques, Narciso Verdolim, Dorcelino Hermes, Luiz Batista e muitos outros.

 

Como cidadãos engajados às causas de Sete Lagoas, apesar de todas as dificuldades inaugurais enfrentadas pela corporação musical, marcou-se a primeira apresentação pública da Banda pela arrecadação de mantimentos junto à platéia. Os alimentos angariados seriam logo distribuídos à população carente, definindo claramente o compromisso da Banda com a música e com a sociedade setelagoana.

 

Depois de ser peça fundamental na fundação e regência da Banda, e de prestar muitos outros serviços à comunidade de Sete Lagoas, mudou-se da cidade o Maestro Virgulino Torres, passando a batuta para o então pistonista Luiz Batista. Tempos depois, assume Ilídio José Soares, terceiro maestro na vida da Banda. Depois de dirigir a Corporação por algum tempo, motivos imperiosos obrigaram o maestro Ilídio a passar a direção novamente a Luiz Batista. Posteriormente, chegou à cidade o ferroviário e exímio clarinetista Bernardo Figueiredo, o popular maestro “Paizinho”, sendo indicado e oficializado para o comando da Banda.

 

Com sua capacidade artística, “Paizinho” elevou o nome da Corporação, sendo reconhecido por todos devido a sua competência e organização. Sempre contornando os sérios problemas cotidianos, comuns às corporações musicais, “Paizinho” deu prosseguimento a esta obra que surgiu para servir Sete Lagoas e, portanto, não poderia ser interrompida. Para tratamento de saúde, em 1934, o maestro “Paizinho” foi forçado a transferir-se para a Capital Federal, onde veio a falecer.

Naquele mesmo ano, por insistência de colegas, pelo espírito idealizador e por sua liderança, foi escolhido para dirigir a Banda, o saudoso João Francisco da Costa.

 

Até então a corporação não possuía a sede, chegando a fazer rateios entre os músicos para o pagamento de um salão para ensaios. Foi então que o maestro João Francisco da Costa propôs aos músicos mais um sacrifício: cada um despenderia de 15 mil réis mensais para que a Banda adquirisse um lote de terreno para a construção da sede própria. Adquirido o lote, foi necessária a união de todos os componentes para mais uma empreitada. Ficou então combinado que até que estivesse pronta a sede, não seriam feitos rateios das rendas das tocadas entre os músicos para que tudo fosse revertido para a desejada obra.

 

Durante quase quatro anos, os próprios músicos com o auxílio fundamental e gratuito do construtor Nicolau Bernardino da Silva, que, por este motivo, se tornaria Sócio Benemérito da Corporação, dedicaram-se à obra como pedreiros e seus serventes. Alguns dos “músicos-construtores” foram: Osório Simões Filho, Wilson Costa, José Xavier, Cristóvam Ferreira de Souza, Alcides Félix de Freitas e Enéas Alves. Alguns amigos da Corporação também participaram ativamente da construção, quais sejam: Joaquim Gomes Filho e Domingos Gomes Araújo.

 

Concluída a obra, era necessário reformar os instrumentos, a fim de celebrar a tão sonhada inauguração da sede própria da Banda. E mais uma vez, a importância necessária foi obtida com as tocatas.

 

Em 15 de agosto de 1946, em aniversário da Corporação, foi enfim inaugurada, com grande festa, a sede da Banda de Música União dos Artistas de Sete Lagoas à Rua Dr. Chassim, 156, Centro.

 

Vale lembrar que, em 1945, João Francisco da Costa redigiu e registrou em Cartório o primeiro Estatuto da Banda, que passou a ter personalidade jurídica, abrindo os caminhos para o recebimento de recursos de terceiros, especialmente as subvenções do Poder Público.

 

Passados cerca de sete anos, os componentes da corporação idealizaram a confecção de seus uniformes. Obedecendo ao tradicional costume de não recorrer à população setelagoana, mais uma vez, cada músico contribuiu com o valor de cinqüenta cruzeiros mensais, para que se pudesse comprar o tecido e confeccionado o primeiro uniforme da Banda.

 

A partir de 1955, foram conseguidas subvenções estaduais e municipais. Alguns dos primeiros colaboradores foram os deputados Wilson Tanure e Renato Azeredo. Até então, a entidade sobrevivera de recursos de tocadas e de seus componentes, contando com alguma ajuda de amigos. A Banda não tinha sócios contribuintes, limitando-se a homenagear algumas pessoas que de alguma forma cooperaram, atribuindo-as o título de sócio benemérito.

 

Até 1957 são estes os registros históricos da Banda, conforme apontamentos deixados pelo ex-presidente João Francisco da Costa.

 

Até 1978, João Francisco da Costa acumulou os cargos de presidente e maestro tendo que afastar-se devido à precariedade de sua saúde. Desta feita, o único fundador ainda atuante na época, José Xavier de Paula, solicitou que o músico e filho de João Francisco, Hélio Costa, assumisse o cargo de maestro.

Como não se sentia preparado para tão espinhosa função, foi obrigado a aprimorar a teoria musical e técnica de instrumento, com o filho de José Xavier, maestro Otávio Xavier. Para o cargo de presidente da corporação foi eleito, em 22 de setembro do mesmo ano, Cylo Carmindo de Melo. Cylo ocuparia o cargo por 10 anos seguidos, até 1988, tendo a imprescindível parceria do maestro Hélio Costa.

 

Em sua administração, a Instituição conseguiu subvenção municipal para compra e reforma de instrumentos, além da confecção de uniformes.Todas as solicitações de feitas para que a Banda se apresentasse em eventos de toda espécie foram atendidas.

 

Ainda em 1988, Cylo e Hélio procuraram o então prefeito Afrânio Avelar, solicitando a contratação de um maestro militar que aprimorasse o conhecimento musical dos componentes da Euterpe. A idéia foi aprovada pelo Prefeito e imediatamente foi contratado o maestro Benedito Novaes, que durante um ano prestou relevantes serviços à Banda. Vencido o contrato, e na impossibilidade de sua renovação, novamente assumiu a regência o músico Hélio Oliveira Costa.

 

Também em 1988 foi convidado para o cargo de presidente da Banda, com o apoio dos músicos e conselheiros, José Ivo Gomes de Oliveira, Secretário de Governo do prefeito Marcelo Cecé. Tendo aceito o convite, José Ivo e os demais membros da diretoria foram empossados em 24 de outubro de 1989, para o biênio 1989/1991. Major Ivo, como era conhecido por todos, seria reeleito para mais dois anos de mandato.

 

Com a eleição de José Ivo Gomes de Oliveira, e o apoio do então prefeito Marcelo Cecé, e do secretário municipal da fazenda, também eleito vice-presidente da Corporação, Divino Alves Padrão, conseguiu-se uma nova contratação de maestro. Desta feita, o tenente Francisco Belmiro, que durante dois anos também prestou relevantes serviços. Novamente, dificuldades na renovação de seu contrato fizeram com que a batuta voltasse para Hélio Costa, em 1991, exercendo a função até 1996.

 

Juntamente com o presidente José Ivo, dedicaram-se à Banda: Marilene França e Silva, Judith Coelho Maciel, Lyra Fernandino Henriques, Maria Lúcia Fonseca, Nancy Lenoir, Cosme de Oliveira Santos, Mauro Rocha, Alfredo Valadares e muitos outros amigos.

 

Nessa época, conseguiu-se, através da Prefeitura, uma verba para aquisição de novos instrumentos, e, logo após, uma ajuda do Estado, que forneceu cinco novos instrumentos.

 

Depois veio a administração Sérgio Emílio, que também continuou o apoio, fornecendo verbas para manutenção de maestro, reformas de instrumentos, aquisição de uniformes etc.

 

Ainda na administração de José Ivo, foi possível realizar o maior sonho de então: reformar a sede que se encontrava em péssimas condições e remobiliá-la. A reinauguração da sede foi marcada por festa em 02/08/1991.

 

Isto foi conseguido através de doação feita pela firma Andrade Gutierrez, que apesar de não atuar em Sete Lagoas, não mediu esforços para fornecer ajuda de tão alto custo.

 

Desde 1990 a Diretoria da Banda conta com alguns outros amigos, que não são músicos, todos envolvidos no sentido de que Sete Lagoas nunca deixe de apresentar em suas festividades, quer sejam civis, militares ou sacras, a Banda de Música União dos Artistas.

 

Em setembro de 1991, a banda passou a contar com o maestro Júlio de Paula Machado, que tem em sua vida um extenso currículo de atividade artística no seio de Bandas Militares e Civis. Júlio de Paula muito enriqueceu o acervo musical da Corporação, com lindos arranjos de músicas clássicas e populares.

 

Vencido o mandato dessa Diretoria, através de eleição, após diversos motivos alegados pelo Presidente José Ivo, foi lançado como Presidente Hélio de Oliveira Costa, eleito em 03 de janeiro de 1994 para o biênio 94/95 e reeleito para o biênio 96/97.

 

Apesar de não possuir experiência administrativa, como ele mesmo afirmou, procurou formar valores para a Corporação através de uma escola permanente para músicos. Além disso, renovou o instrumental, comprou novos uniformes, instalou ventiladores e reformou o telhado da sede, proporcionando melhor sonoridade e mais conforto para os nossos músicos. Em 1994, contando com o apoio inestimável da Secretaria Municipal de Cultura, na pessoa do Dr. Francisco Timóteo Pereira, Secretário responsável pela pasta e vice-presidente da Corporação à época, e de sua excelente equipe do Departamento de Artes, especialmente da Diretora Marta Villefort Martins Campelo, e de várias outras entidades da Cidade dedicadas à cultura, tais como: Clube de Letras, Grupo de Dança Expressar, Clube de Dança "Pé de Valsa", União Brasileira de Trovadores, Mercês Bertoldo e Coral Dom Silvério, a Banda de Música União dos Artistas de Sete Lagoas, realizou, com muito sucesso, o seu I CONCERTO DE GALA, no auditório da Fundação Educacional Monsenhor Messiais de Sete Lagoas, quando comemorou o seu 86º aniversário de fundação.

 

O II CONCERTO DE GALA viria a ser realizado em 19 de agosto de 1995, também como muito entusiasmo por parte dos músicos e da platéia que o prestigiara.

 

Convém que se ressalte que a administração municipal comandada pelo Prefeito Múcio Reis assistiu a Corporação com subvenções, de forma entusiástica, permitindo o seu crescimento em todos os sentidos.

 

Naquele ano, a Corporação já lutava, como o faz até hoje, para arrebanhar jovens que quisessem tornar-se músicos e cidadãos respeitados, pois esta é uma das suas missões. O músico, como bem escreveu o Maestro Hélio de Oliveira Costa, “é realmente uma pessoa ligada ao cumprimento do dever, responsável, sensível, possui uma intuição que vem de berço, é criativo em todos os instantes e otimista até nos momentos mais difíceis.”

 

Durante a sua administração, Hélio passou a acumular a função de maestro, a qual exerce com competência e dedicação ímpares até o presente, tendo ficado sobrecarregado.

 

Desta feita, muitos nomes foram sugeridos para ocupar a posição de Presidente da Corporação até que chegou ao Dr. Antônio Pontes Fonseca, que foi convidado e empossado, depois de eleito por aclamação, em 18 de março de 1998. Antônio Pontes ocuparia o cargo durante os biênios 98/99 e 00/01.

 

Durante seu mandato, foi formulado e devidamente registrado um novo Estatuto para a Banda, confeccionou-se um jogo completo de uniformes e realizou mais um CONCERTO DE GALA em 15 de agosto de 1998, em comemoração aos 90 anos de fundação da Corporação.

 

Além disso, o Presidente e sua empresa Calsete fizeram importantes doações à Banda, proporcionando a reforma do muro da Sede Social e a participação da Corporação em todos os eventos para os quais foi convidada, tais como: desfiles de 7 de setembro, festas religiosas, entre outros.

 

Vencido o seu segundo mandato, o Dr. Antônio Pontes Fonseca foi conclamado a permanecer no cargo, porém, alegou impossibilidade devido aos compromissos profissionais e indicou o Sr. Evandro Diniz Pontes para sua sucessão. Seu nome foi prontamente aceito e aprovado pelos presentes para o biênio 2002/2003.

 

Apesar de sonhar com grandes realizações em sua administração, o Sr. Evandro foi acomedido por problemas de saúde, e permaneceu no cargo por apenas um ano. Foi, então, substituído pelo 1º Vice Presidente Ricardo Brandão Raposo que completou o mandato, tendo realizado um jantar dançante.

 

Em 17 de fevereiro de 2004, Ricardo Raposo foi eleito Presidente para o biênio 2004/2005. Ricardo iniciou seus trabalhos com muita disposição, porém, decorridos 12 meses da posse, solicitou licença do cargo para dedicar-se à sua candidatura à vereador e, posteriormente, seu desligamento por estar de mudança para a cidade de Uberlândia.

 

Desta feita, o então Vice-presidente Sr. Cylo Carmindo de Melo, assumiu a presidência e completou o mandato desta gestão que findou-se em 17 de fevereiro de 2005, tendo permanecido até 12 de janeiro de 2006 uma vez que não houve nova eleição no período.

 

Aos 13 de janeiro de 2006, na Sede da Corporação, com a presidência do Dr. Felisberto Gregório de Abreu, coadjuvada pelo Vice-presidente do Conselho, Dr. Celso Luiz da Silva, foi eleito Presidente o Sr. Cylo Carmindo de Melo. Seu mandato, previsto para o biênio 2006/2007, iniciou-se em 14 de janeiro de 2006 e muitas realizações têm sido feitas.

 

No curto período desta administração houve a adequação do Estatuto Social ao Código Civil de 2002, foram regularizadas pendências com órgãos públicos e todos os débitos tributários foram quitados, tendo a Banda conseguido as certidões negativas de débitos necessárias para quaisquer subvenções públicas almejadas.

 

Feito isso, os Srs. Cylo Carmindo de Melo, Presidente, e Hélio de Oliveira Costa, maestro, passaram a buscar recursos que possibilitassem a sobrevivência da Banda, que vivia um de seus piores momentos. Com muito trabalho e fé, foi aparecendo a ajuda necessária para que a esperança em manter a Banda se renovasse.

 

A Prefeitura Municipal, através do prefeito ___________ (Canabrava ou Leone?), fez uma doação que possibilitou a compra de 5 novos instrumentos, além de 2 semi-novos. Posteriormente, foram recebidos, por meio do programa do Governo do Estado denominado FUNARTE, 9 novos instrumentos. Paralelamente, os escritórios Fiscalis Consultoria de Incentivos Fiscais (de Belo Horizonte) e M Paiva Consultores (de Sete Lagoas), cujos sócios Fernando e Renato Paiva passaram a fazer parte da administração da Banda, conseguiram a aprovação de um processo de captação de recursos através da Lei Rouanet de incentivo à cultura. Prontamente, a Plantar Siderúrgica destinou importantes recursos à Banda que, por sua vez, passou a ministrar, através do maestro Hélio, aulas de música na escola do Barreiro. Também estes recursos serviram para aquisição de instrumentos e confecção de uniformes, para os quais utilizou-se tecidos também doados pela Cia Fiação Cedro Cachoeira, com a importante colaboração do Vice-presidente da Banda e músico Vicente de Paula Júnior.

 

Diante de tamanha colaboração, a Banda tinha a obrigação de dar mais uma vez o seu retorno à sociedade, o que foi feito através do pronto atendimento a todos os convites feitos para apresentação em Sete Lagoas e interior do Estado, buscando abrilhantar as festas e levar amor, paz e harmonia aos corações.

 

A Banda de Música União dos Artistas de Sete Lagoas, com seus músicos e colaboradores abnegados, ruma agora para o seu centenário, a ser comemorado em 15 de agosto de 2008. Para tanto, vem trabalhando firme para continuar sua missão de tornar melhor o convívio em sociedade por meio da boa música.

 

 

 

Sete Lagoas, MG, 12 de Setembro de 2006.

 

 

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Banda de Música União dos Artistas de Sete Lagoas

Rua Dr. Chassim, 156, Centro, Sete Lagoas, MG, CEP 35.700-018

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